INVESTIGAÇÃO FEDERAL

'O Italiano': Ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil de propina por mês

Alessandro Stefanutto, conhecido como 'O Italiano', foi preso sob suspeita de liderar esquema de corrupção envolvendo contratos com a Conafer e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.

Por Sputinik Brasil Publicado em 13/11/2025 às 20:58
© Foto / Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

As investigações da Polícia Federal revelam que Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, recebia mensalmente R$ 250 mil em propina para facilitar operações dentro do órgão. Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

Segundo informações publicadas pelo blog da jornalista Daniela Lima, no portal UOL, Stefanutto era chamado de 'O Italiano' dentro da organização criminosa e atuava como facilitador na celebração de contratos com a Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

Ele chegou ao comando do INSS por indicação de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, durante o governo Lula. Conforme a apuração da PF, foi a partir desse período que Stefanutto teria passado a receber altas quantias em propina mensalmente.

Para lavar o dinheiro ilícito, o ex-presidente do INSS utilizava empresas de fachada, como Delícia Italiana Pizzas, Moinhos Imobiliária e Stelo Advogados e Associados.

"Na hierarquia da organização, ele integrava o núcleo político-institucional, que tinha por objetivo garantir o funcionamento e a impunidade do esquema fraudulento, mediante atuação dentro do próprio órgão público", apontou a Polícia Federal no inquérito.

Ex-ministro de Bolsonaro é visto como 'pilar institucional'

Ahmed Mohamad Oliveira (anteriormente José Carlos Oliveira), ex-ministro do Trabalho e Previdência Social no governo de Jair Bolsonaro, é apontado pela Polícia Federal como o "pilar institucional" das fraudes envolvendo a Conafer.

De acordo com informações do G1, Ahmed autorizou o repasse de R$ 15,3 milhões à Confederação enquanto ocupava o cargo de diretor de benefícios do INSS.

O ex-ministro de Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica, conforme decisão da Justiça.