ECONOMIA

Energia elétrica contribui para desaceleração da inflação ao consumidor, aponta FGV

Redução no custo da energia residencial foi destaque no IGP-10 de novembro, que registrou menor avanço nos preços ao consumidor

Publicado em 14/11/2025 às 08:26

A queda de 1,65% no custo da energia elétrica residencial foi o principal fator para a desaceleração da inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) em novembro, conforme informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) passou de uma alta de 0,48% em outubro para uma elevação de 0,21% em novembro.

Entre os principais itens que contribuíram para o alívio inflacionário no mês, destacam-se ainda a banana-prata (-7,80%), o leite longa vida (-2,89%), a tarifa de ônibus urbano (-0,92%) e o condomínio residencial (-0,29%).

Por outro lado, alguns itens exerceram pressão sobre o índice, como serviços bancários (1,21%), passagem aérea (2,94%), perfume (3,41%), plano e seguro de saúde (0,46%) e desodorante (5,90%).

Na comparação com o mês anterior, três das oito classes de despesa apresentaram taxas de variação mais baixas: Habitação (de 1,41% em outubro para -0,16% em novembro), Educação, Leitura e Recreação (de 1,27% para 0,41%) e Transportes (de 0,33% para 0,13%).

Já os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,06% para 0,67%), Alimentação (de -0,12% para 0,13%), Despesas Diversas (de -0,12% para 0,76%), Vestuário (de 0,19% para 0,37%) e Comunicação (de 0,06% para 0,11%) registraram aceleração nas taxas.