COP30 | PROTESTOS INDÍGENAS

Felizmente estamos em democracia; pessoas podem protestar como indígenas fizeram, diz Ana Toni

Diretora da ONU minimiza protestos indígenas na COP30, destaca força da democracia brasileira e celebra participação dos povos locais no evento em Belém.

Publicado em 14/11/2025 às 14:31
Ana Toni. Edilson Rodrigues/Agência Senado

A diretora-executiva da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, Ana Toni, minimizou nesta sexta-feira (14) os protestos realizados por povos indígenas durante a COP30, em Belém (PA). As manifestações motivaram o reforço da segurança no evento e levaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a enviar uma carta cobrando o cumprimento dos protocolos acordados pela presidência brasileira.

“Estamos ouvindo a voz deles e o Brasil, felizmente, tem uma democracia muito forte, na qual as pessoas podem protestar das mais diferentes formas. Estamos nesta fase e provavelmente vamos ouvir os povos indígenas durante toda esta COP”, afirmou Ana Toni em coletiva de imprensa.

Mais cedo, ela e o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, foram até a entrada do evento para dialogar com as lideranças indígenas que protestavam nesta sexta-feira. Sobre a carta da ONU, Toni explicou que existe um fluxo constante de comunicações entre o Brasil e as Nações Unidas.

“Em relação à ONU, estamos debatendo e discutindo o tempo todo. Há uma comunicação muito fluida, com cartas indo e voltando sobre questões e desafios, e estamos debatendo”, ressaltou.

Sobre os protestos, que causaram pequenos danos na entrada do evento e deixaram dois seguranças com ferimentos leves, Ana Toni afirmou que as manifestações simbolizam a celebração de realizar uma COP na Amazônia e dar voz aos povos locais. “Realmente olhamos para o que aconteceu ontem, anteontem e hoje como uma celebração por termos uma COP na Amazônia”, completou.