Caso Ruy Ferraz: polícia conclui 1ª fase da investigação e indicia 12 pessoas
Dez suspeitos já estão presos e dois permanecem foragidos; ex-delegado-geral foi morto em emboscada após sair da Prefeitura de Praia Grande
A Polícia Civil de São Paulo concluiu a primeira fase das investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, 12 pessoas foram indiciadas por envolvimento direto e indireto na execução do crime. A polícia também solicitou a prisão preventiva dos suspeitos pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.
Até o momento, dez indiciados estão presos e dois permanecem foragidos. Além disso, foi identificado um 13º envolvido, que morreu em confronto com a polícia.
Relembre o caso
Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi assassinado em 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele foi baleado em uma emboscada enquanto saía da sede da Prefeitura, onde atuava como secretário municipal de Administração.
O ex-delegado-geral era reconhecido por sua atuação no combate à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). À frente da Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, ele também foi responsável, em 2006, por indiciar toda a cúpula do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Linhas de investigação
A polícia apura um possível vínculo entre uma licitação de R$ 24 milhões, realizada em setembro pela Prefeitura de Praia Grande, e o assassinato de Ruy Ferraz. Conforme revelou o Estadão, a hipótese inicial é de que a licitação teria prejudicado uma entidade ligada aos criminosos.
Durante as investigações, o subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, e outros quatro servidores públicos foram alvos de mandados de busca e apreensão. Na residência de Pardini, a polícia apreendeu celular, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mil euros e 10 mil dólares.
Em nota, a defesa do subsecretário afirma que Pardini "nega veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados" e acrescenta que ele está à disposição das autoridades para colaborar.