BALANÇO FINANCEIRO

Cosan registra prejuízo de R$ 1,185 bilhão no 3º trimestre de 2025

Resultado reverte lucro do mesmo período de 2024; Ebitda e receita líquida também apresentam queda

Publicado em 14/11/2025 às 20:07
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A Cosan encerrou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 1.185 bilhões , revertendo o lucro de R$ 293 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. O Ebitda ficou negativo em R$ 549 milhões, frente ao resultado positivo de R$ 830 milhões em 2024. Considerando o Ebitda sob gestão, o valor negativo chegou a R$ 1,2 bilhão, ante cerca de R$ 300 milhões positivos um ano antes. Já a receita líquida somou R$ 10.664 bilhões, queda de 8% em relação ao terceiro trimestre de 2024.

Segundo a administração da Cosan, o prejuízo foi influenciado principalmente pela menor contribuição do resultado de equivalência patrimonial e por um desempenho financeiro inferior. A equivalência patrimonial corporativa foi negativa em R$ 482 milhões, uma redução de R$ 1,4 bilhão em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse recuo deve, sobretudo, à menor participação dos segmentos de Etanol, Açúcar e Bioenergia da Raízen, impactado pela redução nos volumes vendidos e pela redução ao valor recuperável de ativos reclassificados para disponíveis para venda, além da saída da participação acionária na Vale.

No resultado financeiro, a companhia registrou um custo da dívida brutal de R$ 840 milhões, aumento de R$ 387 milhões na comparação anual, especialmente à elevação da taxa de juros. O resultado financeiro líquido do trimestre foi uma despesa de R$ 858 milhões, R$ 337 milhões superior ao registrado um ano antes, refletindo a queda do dólar e a alta da curva futura de juros, que impactaram a marcação a mercado dos derivativos, além do menor efeito dos juros dos títulos.

A dívida líquida corporativa atingiu R$ 18,2 bilhões, frente a R$ 17,5 bilhões no segundo trimestre de 2025. A alavancagem da Cosan encerrou o período em 3,7 vezes, aumento de 0,3 vez em relação ao trimestre anterior, resultado da redução do Ebitda dos últimos 12 meses e do crescimento da dívida líquida.