MEIO AMBIENTE

Denúncia contra crimes da Braskem marca protesto em Maceió

Enquanto empresa tenta reforçar imagem sustentável na COP 30, manifestantes lembram destruição causada pela mineração na capital alagoana

Publicado em 15/11/2025 às 10:18
Mykesio Max/MST Alagoas

A manhã desta quarta-feira (6) começou com protestos na principal avenida de Maceió (AL), onde manifestantes denunciaram os crimes socioambientais atribuídos à Braskem. O ato ocorre no mesmo momento em que a empresa tenta reforçar uma imagem de sustentabilidade durante sua participação na COP 30, conferência global dedicada às mudanças climáticas.

Com faixas e denúncias públicas, os participantes do protesto destacaram o contraste entre o discurso ambientalista assumido pela companhia no cenário internacional e a realidade deixada em Maceió, onde bairros inteiros foram destruídos pelo afundamento do solo decorrente da exploração de sal-gema.

A manifestação reforçou a contradição entre o marketing verde da empresa e os impactos ainda sentidos pela população. Comunidades removidas, imóveis interditados e famílias desabrigadas continuam simbolizando a tragédia urbana que transformou a capital alagoana nos últimos anos.

Entre os grupos presentes, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reafirmou o compromisso com a luta por justiça e reparação. O movimento declarou que não haverá silêncio enquanto a empresa tentar “maquiar” os efeitos dos danos provocados em Maceió, defendendo a responsabilização integral pela destruição causada.

O ato ocorre em um momento em que cresce a pressão popular por maior transparência nos acordos de indenização e reassentamento, além da cobrança por medidas mais efetivas do poder público diante dos impactos sociais e ambientais resultantes da atuação da Braskem.

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