Denúncia contra crimes da Braskem marca protesto em Maceió
Enquanto empresa tenta reforçar imagem sustentável na COP 30, manifestantes lembram destruição causada pela mineração na capital alagoana
A manhã desta quarta-feira (6) começou com protestos na principal avenida de Maceió (AL), onde manifestantes denunciaram os crimes socioambientais atribuídos à Braskem. O ato ocorre no mesmo momento em que a empresa tenta reforçar uma imagem de sustentabilidade durante sua participação na COP 30, conferência global dedicada às mudanças climáticas.
Com faixas e denúncias públicas, os participantes do protesto destacaram o contraste entre o discurso ambientalista assumido pela companhia no cenário internacional e a realidade deixada em Maceió, onde bairros inteiros foram destruídos pelo afundamento do solo decorrente da exploração de sal-gema.
A manifestação reforçou a contradição entre o marketing verde da empresa e os impactos ainda sentidos pela população. Comunidades removidas, imóveis interditados e famílias desabrigadas continuam simbolizando a tragédia urbana que transformou a capital alagoana nos últimos anos.
Entre os grupos presentes, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reafirmou o compromisso com a luta por justiça e reparação. O movimento declarou que não haverá silêncio enquanto a empresa tentar “maquiar” os efeitos dos danos provocados em Maceió, defendendo a responsabilização integral pela destruição causada.
O ato ocorre em um momento em que cresce a pressão popular por maior transparência nos acordos de indenização e reassentamento, além da cobrança por medidas mais efetivas do poder público diante dos impactos sociais e ambientais resultantes da atuação da Braskem.