Líbano vai à ONU contra Israel por construção de muro em território libanês
Presidente libanês solicita queixa formal após força de paz da ONU apontar violação de soberania; Israel nega invasão de limites internacionais
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, determinou neste sábado, 15, que o ministro das Relações Exteriores, Youssef Rajji, formalize uma queixa contra Israel na Organização das Nações Unidas (ONU) devido à construção de um muro dentro do território libanês. Segundo comunicado divulgado pelo gabinete presidencial, Aoun orientou que a denúncia inclua uma declaração da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), responsável pelo monitoramento da fronteira entre os dois países.
Na sexta-feira, a Unifil afirmou, em nota, que o Exército de Israel ergueu uma barreira a sudoeste da vila libanesa de Yaroun, ultrapassando a linha de fronteira e tornando mais de 4.000 m² de território libanês "inacessíveis ao povo libanês". A força de paz informou ainda que notificou o Exército israelense sobre a irregularidade e solicitou a remoção do muro.
A Unifil destacou que a construção viola a resolução do Conselho de Segurança da ONU que pôs fim à guerra de 14 meses entre Israel e Hezbollah, encerrada com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em novembro do ano passado. Segundo a entidade, o muro fere "a soberania e a integridade territorial do Líbano".
Por sua vez, o Exército de Israel alegou que a barreira, cuja construção começou em 2022, faz parte de um plano mais amplo de reforço da segurança ao longo da fronteira norte. O governo israelense enfatizou que o muro não ultrapassa a Linha Azul — demarcação reconhecida pela ONU e patrulhada pela Unifil.
A atual escalada de tensão teve início em 8 de outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel, um dia após a incursão do Hamas no sul israelense, evento que desencadeou a guerra em Gaza. Em resposta, Israel intensificou bombardeios e ataques aéreos no Líbano, levando ambos os lados a um conflito crescente, que evoluiu para guerra total no final de setembro de 2024.
Fonte: Associated Press. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.