Trump concede perdão a manifestantes de 6 de janeiro por crimes de arma e ameaça ao FBI
Ex-presidente norte-americano utiliza prerrogativa constitucional para beneficiar apoiadores envolvidos no ataque ao Capitólio; entre os perdoados estão uma mulher condenada por ameaçar agentes federais e um homem preso por posse ilegal de armas.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu dois perdões relacionados à investigação sobre o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Entre os beneficiados está uma mulher condenada por ameaçar agentes do FBI após ser investigada sob suspeita de ter participado do motim, informaram autoridades neste sábado (15).
Em um caso distinto, Trump também perdoou um manifestante que continuava preso devido a uma condenação anterior por posse ilegal de armas de fogo, apesar da ampla concessão de clemência a outros envolvidos no episódio.
Esses perdões evidenciam a disposição de Trump em utilizar sua autoridade constitucional para favorecer apoiadores investigados no contexto da extensa apuração sobre o 6 de janeiro, conduzida pelo governo Biden, que já resultou em acusações contra mais de 1.500 pessoas.
Suzanne Ellen Kaye, uma das beneficiadas, foi libertada no ano passado após cumprir 18 meses de prisão por ameaçar agentes federais. Em 2021, ao ser contatada pelo FBI sobre uma denúncia de que teria estado no Capitólio, ela publicou um vídeo nas redes sociais afirmando seu direito de portar armas e ameaçando atirar nos agentes caso fossem à sua residência. Segundo um funcionário da Casa Branca, Kaye sofre de "convulsões induzidas por estresse" e teve uma crise ao ouvir o veredicto do júri. A Casa Branca alegou que o caso representa "claramente um discurso político desfavorecido protegido pela Primeira Emenda, processado de maneira excessiva".
No outro caso, Daniel Edwin Wilson, de Louisville, Kentucky, também recebeu perdão presidencial. Ele estava sob investigação por sua participação no motim quando autoridades encontraram seis armas e cerca de 4.800 cartuchos de munição em sua casa. Por conta de condenações anteriores, Wilson estava proibido de possuir armas. Ele, que permaneceria preso até 2028, foi libertado na noite de sexta-feira após o perdão, conforme informou seu advogado.
Fonte: Associated Press.
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