Maior porta-aviões dos Estados Unidos chega ao mar do Caribe
USS Gerald R. Ford lidera operação militar em meio a escalada de tensão com a Venezuela; missão visa conter tráfico de drogas, segundo governo norte-americano
A Marinha dos Estados Unidos anunciou neste domingo (16) que o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford chegou ao Mar do Caribe, em meio ao aumento das tensões com a Venezuela.
"O Grupo de Ataque do Porta-Aviões Gerald R. Ford, liderado pelo maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford (CVN 78), atravessou a Passagem de Anegada e entrou no Mar do Caribe em 16 de novembro", informou a Marinha em comunicado.
Desde o início de setembro, o governo de Donald Trump realizou pelo menos 80 ataques contra pequenas embarcações acusadas de tráfico de drogas no Caribe e no leste do Pacífico, resultando em cerca de 80 mortes.
Com a chegada do USS Ford, os Estados Unidos promovem o maior destacamento militar na região em décadas, elevando o número de tropas para aproximadamente 12 mil, distribuídas em quase uma dúzia de navios da Marinha. A operação foi batizada de Operação Lança Austral pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Segundo a Associated Press, o grupo de ataque do USS Ford inclui esquadrões de caças e destroyers equipados com mísseis guiados.
O contra-almirante Paul Lanzilotta, comandante do grupo de ataque do USS Ford, afirmou que a missão reforçará a presença militar para "proteger a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos contra o narcoterrorismo no hemisfério ocidental".
O governo norte-americano alega que o objetivo do destacamento é conter o fluxo de drogas para o país, embora não tenha apresentado provas de que os mortos nas operações marítimas eram "narcoterroristas". O ex-presidente Trump sinalizou que a ação militar poderá ser ampliada para além do mar, prometendo impedir a entrada de drogas também por terra.
Historicamente, os Estados Unidos utilizam porta-aviões para exercer pressão e dissuadir ações de outras nações. Especialistas ouvidos pela Associated Press avaliam que o USS Ford não é a embarcação mais adequada para combater cartéis de drogas, mas pode servir como instrumento de intimidação ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.