Primeiro-ministro da Polônia classifica explosão em ferrovia como 'sabotagem sem precedentes'
Detonação em linha entre Varsóvia e Lublin é considerada ameaça direta à segurança do Estado e à logística de apoio à Ucrânia; governo promete identificar responsáveis.
A explosão que danificou, no fim de semana, uma linha ferroviária entre Varsóvia e o sudeste da Polônia está sendo tratada pelo governo como um grave ataque à segurança nacional. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou nesta segunda-feira, 17, que a detonação ocorrida na rota Varsóvia-Lublin constitui um "ato de sabotagem sem precedentes" e afeta diretamente "a segurança do Estado polonês e de seus civis". Em publicação no X, Tusk destacou que a via é "crucialmente importante para o envio de ajuda à Ucrânia" e prometeu: "Pegaremos os responsáveis, sejam quem forem".
A explosão destruiu um trecho dos trilhos na altura da vila de Mika, cerca de 100 quilômetros de Varsóvia. Um maquinista reportou irregularidades por volta das 7h40 de domingo (horário local), e uma inspeção posterior identificou os danos. Dois passageiros e funcionários estavam a bordo, mas ninguém ficou ferido. Ainda não se sabe se a explosão ocorreu no fim da noite de sábado ou na madrugada de domingo, no horário local.
O ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou que o Exército vai examinar 120 quilômetros da linha Varsóvia-Lublin-Hrubieszów, que conecta a capital à Ucrânia por ferrovia e rodovia. Já o ministro do Interior, Marcin Kierwinski, informou que um segundo trem foi danificado no domingo, em incidente separado, após cabos elétricos aéreos terem sido cortados, obrigando a composição a parar a cerca de 50 quilômetros de Lublin. Havia 475 passageiros a bordo, mas não houve registro de feridos.
Desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, autoridades polonesas já detiveram dezenas de suspeitos de sabotagem e espionagem.
Com informações da Associated Press