COP30 | TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Alckmin defende integração de ações para acelerar transição dos combustíveis fósseis

Vice-presidente propõe que conferência da ONU deixe como legado mapas de ação integrados para impulsionar a descarbonização global e fortalecer a bioeconomia

Publicado em 17/11/2025 às 11:51
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O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a construção e integração de mapas de ação climática durante a abertura da plenária de alto nível da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). "O Brasil propõe que a COP30 deixe como legado mapas de ação integrados na aceleração da transição energética para o mundo sair da dependência dos combustíveis fósseis", afirmou.

Alckmin destacou que, no processo de transição energética, é essencial reduzir a pegada de carbono em escala global. Ele ressaltou que a descarbonização pode ser fortalecida por meio de uma coalizão global de mercados regulados de carbono, que estabelecerá "mecanismos de carbono transparentes coletivamente acordados".

O vice-presidente também defendeu iniciativas de bioeconomia e enfatizou que a Amazônia deve ser exemplo de desenvolvimento sustentável. Segundo Alckmin, a região, em toda a sua diversidade, pode demonstrar que é possível crescer economicamente, produzir e conservar ao mesmo tempo.

"Precisamos de mais ideias inovadoras como o TFFF — sigla em inglês para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre — que contribuam concretamente para alcançar esse objetivo", reforçou. Ele apontou como decisão-chave a valorização das florestas, com a recuperação de áreas degradadas e a promoção da cooperação entre governos, empresas e comunidades.

"O momento é para todos nós buscarmos união pelos objetivos do Acordo de Paris", concluiu Alckmin.