COP30 EM BELÉM

Chanceler alemão diz que jornalistas ficaram aliviados ao deixar Belém após COP

Friedrich Merz relatou, em discurso no Congresso Alemão do Comércio, que sua comitiva se sentiu aliviada ao retornar da capital paraense; declaração contrasta com elogios oficiais à organização do evento

Publicado em 17/11/2025 às 17:53
© Foto / X / @_FriedrichMerz / Friedrich Merz

O chanceler alemão, Friedrich Merz, comparou o Brasil à Alemanha durante um discurso no Congresso Alemão do Comércio, realizado no último dia 13. Segundo Merz, jornalistas alemães que o acompanharam à Cúpula dos Líderes, evento preparatório para a COP30 em Belém, ficaram aliviados ao deixar a cidade.

"Senhoras e senhores, vivemos em um dos países mais belos do mundo. Na semana passada, perguntei a alguns jornalistas que estavam comigo no Brasil: 'Quem de vocês gostaria de ficar aqui?' Ninguém levantou a mão. Todos ficaram felizes por termos retornado à Alemanha daquele lugar que tínhamos acabado de visitar", afirmou Merz. O discurso foi transmitido no YouTube e está transcrito na página oficial do governo federal alemão.

Durante sua passagem por Belém, o premiê alemão teve um encontro bilateral com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7. Após a reunião, o Palácio do Planalto divulgou nota à imprensa informando que "o chanceler Merz parabenizou o presidente Lula pela liderança na COP30, elogiou a organização e a infraestrutura do evento, e disse que a escolha de Belém como sede foi um acerto".

Após o encontro, o governo da Alemanha anunciou a intenção de investir um montante "considerável" no Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), sem, no entanto, divulgar valores, o que frustrou as expectativas do presidente Lula. O TFFF, que busca criar um fundo para remunerar por hectares de floresta preservados, é a principal aposta do Brasil para a COP30.

Merz afirmou que o aporte alemão ao TFFF está garantido, mas ressaltou que a definição do valor depende de consenso com sua coalizão, o que ainda não tem data para acontecer. Segundo o chanceler, os políticos da coalizão ainda precisam compreender melhor o funcionamento do fundo.