POLÍTICA INTERNACIONAL

Trump não descarta tropas na Venezuela ou ataque ao México contra tráfico

Durante coletiva, ex-presidente dos EUA sugere ação militar na Venezuela e no México para combater o narcotráfico, reforça política tarifária e comenta caso Epstein

Publicado em 17/11/2025 às 18:19
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump © AP Photo / Mark Schiefelbein

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 17, que não descarta o envio de tropas à Venezuela e relacionou o aumento da presença militar americana no Caribe ao combate ao narcotráfico. "Não descarto nada", declarou durante coletiva realizada em evento sobre a organização da Copa do Mundo FIFA de 2026.

"Só precisamos resolver a questão do tráfico", completou o republicano, acrescentando que "não é fã do governo venezuelano".

Ao ser questionado sobre a escalada de tensões na fronteira com o México, Trump afirmou que, se necessário, não hesitaria em atacar o país para conter o fluxo de drogas. Ele também declarou que "teria orgulho" de atacar "fábricas de drogas" na Colômbia, embora tenha ressaltado que não há planos imediatos para tal ação.

Na esfera econômica, Trump voltou a defender sua política tarifária, afirmando que os EUA "arrecadaram muito dinheiro com tarifas" e que, sem elas, o país "estaria com problemas". Segundo ele, o governo pretende distribuir dividendos tarifários na segunda metade de 2026. Trump ainda destacou que as tarifas têm impulsionado o retorno da indústria de semicondutores ao país. "Teremos uma grande fatia do mercado de fabricação de chips em um ano", afirmou.

Sobre a discussão na Câmara dos Deputados a respeito da divulgação de arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, Trump disse estar "tranquilo" e apoiou a abertura dos documentos. "Eu não estava todo o tempo com Epstein", afirmou. "Os democratas eram os amigos dele. Isso é um problema deles", acrescentou.

Durante a coletiva, Trump também anunciou que torcedores estrangeiros com ingresso comprado para a Copa do Mundo de 2026 terão prioridade na emissão de vistos para os Estados Unidos, embora não tenha sinalizado mudanças na política de requisitos de imigração.