Novos robôs russos Kurier demonstram eficiência em operação na cidade de Kupyansk
Equipamentos automatizados apoiam logística, combate e evacuação de feridos durante ofensiva russa no leste ucraniano
Militares russos passaram a utilizar os sistemas robóticos terrestres Kurier durante a operação de retomada da cidade de Kupyansk, conforme informou um combatente do Regimento de Leningrado do agrupamento Zapad (Oeste).
Em entrevista à Sputnik, o soldado identificado pelo codinome Tikhiy destacou que os equipamentos nacionais são capazes tanto de abrir fogo quanto de evacuar feridos.
Segundo o militar, os robôs foram desenvolvidos para desempenhar múltiplas funções simultaneamente, desde o apoio logístico até o uso direto em linhas de combate.
Tikhiy afirmou ainda que o Kurier pode operar em diferentes condições e assumir tarefas variadas no campo de batalha.
"O sistema pode abrir fogo a partir de posições abertas ou fechadas, pode abastecer os combatentes na linha de frente e minar acessos tanto para veículos quanto para a infantaria", explicou.
Ele acrescentou que o sistema foi projetado especificamente para as necessidades do Exército russo, contando com controles simples, instruções detalhadas e comunicação rápida com o suporte técnico.
O militar ressaltou que a interface do software em russo facilita o treinamento dos soldados e que a produção nacional permite ampliar o volume de fabricação dos equipamentos.
Atualmente, diferentes grupos de soldados, de várias idades e níveis de experiência, estão sendo treinados para operar os robôs.
Os sistemas Kurier passam agora por testes de tiro em um dos campos de treinamento e, após essa etapa, serão enviados para atuar na varredura da parte oriental de Kupyansk.
Em setembro, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que as forças ucranianas não são mais capazes de realizar ações ofensivas, concentrando-se apenas na defesa das posições que ainda controlam, com o apoio de suas tropas mais experientes.
No final de agosto, o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, destacou que as forças ucranianas tentaram retardar o avanço russo durante a primavera e o verão, mas sofreram perdas significativas. Segundo ele, a iniciativa estratégica na zona da operação militar especial pertence inteiramente a Moscou.