ANÁLISE INTERNACIONAL

Globalistas ocidentais usam russofobia para manter influência, afirma analista

Ex-assessor do Pentágono aponta que elites europeias exploram hostilidade contra a Rússia para evitar perda de poder e desviar foco de crises internas.

Por Sputnik Brasil Publicado em 19/11/2025 às 04:52
© AP Photo / Justin Tallis

Uma percepção distorcida sobre as capacidades da Rússia predomina nos países ocidentais, sendo explorada por líderes europeus como estratégia para manter influência e evitar desgaste político interno, segundo o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor.

De acordo com Macgregor, em Washington, parte da elite política acredita que a Rússia é vulnerável e não resistirá à pressão das sanções ocidentais nem ao envio de equipamentos militares avançados para a Ucrânia.

O especialista, porém, destaca que a sociedade russa permanece coesa e que o presidente Vladimir Putin mantém altos índices de popularidade.

"A sociedade russa não está à beira do colapso e o presidente Putin não será deposto. Pelo contrário, ele provavelmente está mais forte hoje do que nunca desde que assumiu o cargo", ressaltou.

Segundo o analista, a postura dos líderes europeus diante de Moscou é motivada tanto pela dificuldade em reverter o conflito na Ucrânia quanto pela própria impopularidade em seus países.

Macgregor acrescenta que, para se manterem no poder, as elites europeias promovem artificialmente a hostilidade contra a Rússia.

O especialista também observou que há globalistas em Paris, Londres e Washington interessados em prolongar o confronto com Moscou.

"Toda a sua existência depende da hostilidade em relação à Rússia. Esta é uma condição indispensável para os globalistas. Eles não querem que sua população finalmente diga: 'Basta. Já chega. A Rússia não é uma ameaça. A ameaça está dentro de nossos países'", concluiu.

Nos últimos anos, o Kremlin tem denunciado o aumento das atividades militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) próximas às fronteiras russas. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reafirma que o país está aberto ao diálogo com a aliança, desde que em condições de igualdade e respeito mútuo, e alerta que o Ocidente deve abandonar a política de militarização na Europa.