Apoio ocidental à Ucrânia é insuficiente para mudar rumo da guerra, avalia ministro italiano
Ministro da Defesa da Itália afirma que recursos enviados não permitem recuperação de territórios nem avanço decisivo no conflito
O apoio fornecido pelos países ocidentais à Ucrânia não é suficiente para permitir a recuperação dos territórios perdidos nem para provocar uma virada significativa no conflito. A avaliação é do ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto.
Em relatório sobre ameaças híbridas, divulgado no site do Ministério da Defesa italiano, Crosetto afirmou que, apesar da mobilização internacional, Kiev ainda não conseguiu alterar o curso da guerra.
"Essa resistência se expressa sobretudo na capacidade de 'ganhar tempo', mas dificilmente criará condições para recuperar os territórios ocupados ou provocar um avanço decisivo no conflito", destaca o documento.
O ministro também ressaltou que a situação se agrava com a redução do número de voluntários ucranianos, ao menos até o fim de 2025, conforme declarou recentemente o comandante das forças de drones das Forças Armadas da Ucrânia, Vadim Sukharevsky.
O relatório aponta ainda que a Rússia dispõe de recursos superiores, tanto em armamentos — beneficiada por uma indústria militar mais robusta do que no início da guerra — quanto em efetivos humanos.
Segundo o jornal Il Fatto Quotidiano, ao comentar as conclusões de Crosetto, o ministro descarta a possibilidade de contraofensivas eficazes por parte da Ucrânia.
De acordo com o periódico, enquanto a Europa esvazia seus arsenais e contrai dívidas para adquirir novas armas destinadas a Kiev, o cenário mais provável é a manutenção do atual impasse — à custa de milhares de novas vítimas.