OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

BRB contrata auditoria para apurar fraudes investigadas em operação da PF

Banco de Brasília anuncia medidas para esclarecer participação em esquema de títulos falsos; operação tem como alvo o Banco Master

Publicado em 19/11/2025 às 16:57

O Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) divulgou um comunicado ao mercado informando a contratação de uma auditoria externa especializada para investigar as irregularidades apontadas na Operação Compliance Zero.

Deflagrada na segunda-feira (17) pela Polícia Federal (PF), a operação apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições ligadas ao Sistema Financeiro Nacional, tendo como principal alvo o Banco Master.

Essas operações simulavam empréstimos e valores a receber, especialmente em negociações de carteiras de crédito com outros bancos, entre eles o BRB.

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Comunicado do BRB

No informe divulgado nesta terça-feira (18), o BRB detalha que a auditoria externa e independente irá apurar os fatos relacionados à aquisição de carteiras de crédito junto ao Banco Master, no contexto da Operação Compliance Zero.

O banco também afirmou que irá revisar os procedimentos internos adotados para aprovação dessas operações e investigar possíveis falhas de governança ou de controle interno, reiterando o compromisso com as melhores práticas de governança, transparência e prestação de informações ao mercado.

Por fim, o Conselho de Administração do BRB garantiu que continuará acompanhando de perto os desdobramentos da investigação, mantendo acionistas e o mercado informados sobre quaisquer novidades.

Investigados

Entre os investigados está Daniel Vacaro, proprietário do Banco Master, que foi detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar deixar o país.

Também são alvos da investigação o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo Garcia Júnior, ambos afastados de suas funções.

Durante participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, estimou que as fraudes investigadas podem ter movimentado ilegalmente cerca de R$ 12 bilhões.