CENÁRIO ECONÔMICO DOS EUA

Equipe do Fed projeta PIB mais forte até 2028 e inflação pressionada por tarifas no curto prazo

Relatório do Federal Reserve indica crescimento acima do potencial e alerta para impacto das tarifas sobre a inflação até 2026

Publicado em 19/11/2025 às 16:50
Federal Reserve Depositphotos

A equipe técnica do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve apresentar crescimento "modestamente mais forte, no geral, até 2028" em comparação ao cenário traçado na reunião de setembro. O otimismo reflete expectativas de avanço no produto potencial e condições financeiras mais favoráveis, segundo a ata da última reunião de política monetária, divulgada nesta quarta-feira (19).

De acordo com o documento, após 2025, o PIB dos EUA deverá permanecer acima do potencial até 2028, à medida que os efeitos dos aumentos tarifários se dissipam e as condições financeiras passam a impulsionar os gastos.

Em relação à inflação, a equipe do Fed aponta que a projeção revisada permanece semelhante à de setembro, mas destaca que as tarifas continuarão pressionando os preços em 2025 e 2026, antes de o índice retomar uma trajetória desinflacionária.

Entre os dirigentes, há consenso de que a inflação deve permanecer "um pouco elevada" no curto prazo, com expectativa de convergência gradual para a meta de 2%. O núcleo inflacionário, especialmente no setor de serviços, segue como risco relevante. No entanto, alguns participantes veem possíveis ganhos de produtividade, impulsionados por automação e inteligência artificial (IA), como fatores que podem conter repasses de custos.

O relatório também indica que o desemprego tende a recuar gradualmente após este ano, estabilizando-se ligeiramente abaixo da taxa considerada natural.

Apesar das projeções positivas, o Fed ressalta que a incerteza permanece elevada. O documento aponta riscos de queda para emprego e atividade econômica, mas enfatiza riscos de alta para a inflação, sobretudo diante do histórico recente de leituras acima de 2%.

Foto: https://depositphotos.com/