Cúpula do G20 na África do Sul pode terminar sem declaração conjunta, diz fonte à Sputnik
Divergências entre países sobre comércio, energia, clima e gênero dificultam consenso e podem levar ao ineditismo de não haver declaração final no encontro de Joanesburgo
As negociações que antecedem a Cúpula do G20 na África do Sul enfrentam impasses que podem impedir a emissão de uma declaração conjunta ao final do encontro, segundo informou uma fonte à Sputnik.
De acordo com a fonte, "há fortes divergências em relação a questões de comércio, energia, clima e gênero. O documento final só foi parcialmente acordado. Um cenário provável é que, em vez de uma declaração, haja um pronunciamento do presidente do G20".
Ainda segundo a fonte, os Estados Unidos já anunciaram que não reconhecerão um documento final na forma de declaração coletiva dos líderes.
Caso confirmada a ausência de uma declaração final, esta será a primeira vez, na história do fórum, que uma cúpula do G20 termina sem tal documento.
O G20 realizou sua primeira reunião de cúpula em Washington, em 2008. A edição de 2025 está marcada para acontecer em Joanesburgo, nos dias 22 e 23 de novembro.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou no início de novembro que seu país boicotaria a cúpula, alegando "abusos dos direitos humanos" supostamente cometidos na África do Sul contra pessoas brancas.
Em resposta, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou que o evento ocorrerá independentemente da presença de Trump.