REPERCUSSÃO POLÍTICA

'É inocente': potenciais herdeiros do bolsonarismo lamentam a prisão do ex-presidente

Lideranças da direita classificam prisão preventiva de Jair Bolsonaro como injustiça e perseguição política; aliados manifestam solidariedade e criticam decisão do STF.

Por Sputinik Brasil Publicado em 22/11/2025 às 15:21
© Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Lideranças da direita e possíveis sucessores de Jair Bolsonaro manifestaram solidariedade ao ex-presidente após sua prisão preventiva, ocorrida na manhã deste sábado (22), em Brasília. Nas redes sociais, aliados classificaram a medida como "perseguição política" e "injustiça".

Bolsonaro foi detido por volta das 6h e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, onde permanecerá em uma sala especial destinada a autoridades. A prisão é preventiva, determinada para garantir a ordem pública, e não decorrente de cumprimento de pena.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como principal herdeiro do bolsonarismo, afirmou na plataforma X que Bolsonaro tem enfrentado ataques e injustiças "com a firmeza e a coragem de poucos".

"Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, todos os laudos médicos e evidências, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana. Bolsonaro é inocente e o tempo mostrará", escreveu o governador.

Outros nomes da direita cotados para 2026 também se pronunciaram. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), publicou um vídeo dizendo que a prisão "é mais um triste capítulo da vida política nacional".

"O processo ao qual ele [Bolsonaro] está sendo submetido nos últimos meses é uma clara tentativa de envergar sua dignidade até o limite que o homem pode suportar. A suposição de uma fuga a partir de uma vigília é algo tão improvável quanto a derrubada do estado democrático de direito promovida por um bando de baderneiros", afirmou Caiado.

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), defendeu que a pena seja cumprida em prisão domiciliar e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por "insensibilidade".

"Ao meu ver, a prisão demonstra insensibilidade do Poder Judiciário. Ao ex-presidente e aos seus familiares, minha solidariedade. Triste Brasil!", escreveu.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, classificou a prisão como "abuso de poder" e afirmou que "divergência política não pode ser motivo para prisão".

"A injustiça prevaleceu. O Brasil viu hoje o que já sabíamos: afastaram Jair Bolsonaro do convívio da família, de forma arbitrária e vergonhosa para nossa história", publicou na plataforma X.

Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, lamentou o episódio e declarou que quem conviveu com Bolsonaro "sabe de sua honestidade".

"Minha solidariedade ao Capitão, à família e a todos os patriotas que assistem indignados a esse capítulo da história", escreveu.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu celeridade na tramitação do projeto de anistia na Câmara dos Deputados.

"Infelizmente Alexandre de Moraes fez o que ameaçou fazer o tempo todo. Espero que a Câmara dos Deputados vote imediatamente a anistia", escreveu.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou a prisão como "injustiça colossal" e criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

"E a justificativa? A vigília convocada por seus aliados. Bolsonaro é inocente e a sua prisão põe em risco a vida do maior líder da direita."

O pastor Silas Malafaia chamou Moraes de "ditador de toga" e também classificou a prisão como "injustiça".

"A covardia, injustiça de pura perseguição política, acaba de ser concluída pelo ditador da toga Alexandre de Moraes. Bolsonaro preso!"