Governo defende prisão preventiva de Bolsonaro e aponta risco de fuga
Após decisão do STF, ministros destacam legalidade da medida e justificam necessidade diante de riscos de fuga e coação à Justiça.
Integrantes do governo federal manifestaram apoio à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. As autoridades destacaram a legalidade e a necessidade da medida, diante dos riscos apontados pelo magistrado.
Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais, afirmou que a decisão seguiu "rigorosamente os ritos do devido processo legal". Segundo ela, a prisão preventiva se baseia em "riscos reais de fuga" e nas "tentativas de coação à Justiça" durante o processo. "Na democracia, a Justiça se cumpre", reforçou a ministra.
Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, declarou que "ninguém está acima da democracia". Ele classificou Bolsonaro como "traidor da pátria" e defendeu que a prisão seja um marco histórico, afirmando: "Ditadura nunca mais!". Boulos lembrou ainda que aliados próximos do ex-presidente já haviam deixado o país.
Bolsonaro foi preso preventivamente após violar a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. O episódio ocorreu em meio à convocação de uma vigília feita por seu filho, Flávio Bolsonaro, o que, para o ministro Alexandre de Moraes, representou risco real de fuga e ameaça à ordem pública.