Relator do projeto da dosimetria avalia que prisão de Bolsonaro pode acelerar votação
Deputado Paulinho da Força acredita que detenção do ex-presidente facilita negociações para aprovação do projeto que revisa penas de condenados por atos golpistas
O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou neste sábado (22) que a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode acelerar a votação do projeto de lei da dosimetria, que propõe a revisão das penas dos condenados por atos golpistas.
De acordo com publicação do jornal O Globo, líderes do PL, partido de Bolsonaro, vinham impondo obstáculos ao avanço do texto, que originalmente sugeria anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e em outros episódios que ameaçaram o Estado Democrático de Direito. Os articuladores do partido temiam que a medida pudesse se estender ao ex-presidente.
"Acredito que a prisão do Bolsonaro acelera o processo da votação. Acho que tinha alguns líderes do PL tendo algumas dificuldades, mas com a prisão do Bolsonaro facilita a negociação", declarou Paulinho.
O deputado destacou que mantém diálogo frequente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que, diante do novo cenário, irá intensificar as negociações para acelerar a apreciação do projeto.
Sobre o texto do projeto, Paulinho explicou que o parecer final ainda não foi divulgado, mas adiantou que pretende manter a unificação das penas para os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
"O básico é juntar o golpe de Estado com a abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Juntando as duas, tem uma redução. Aplica a maior. Portanto, tem uma redução ali de seis, sete anos", afirmou o relator.