Venezuela reforça condenação ao envio de tropas dos EUA ao Caribe
Ministro da Defesa venezuelano critica ação americana e alerta para riscos de hegemonia e subserviência no hemisfério
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, voltou a criticar o envio de tropas norte-americanas para o Caribe, afirmando que Washington busca "preservar suas hegemonias" e manter o hemisfério ocidental "escravizado e subserviente" aos seus interesses imperialistas.
"Retornar à escravidão é impossível para nós", enfatizou Padrino López, reiterando a posição do governo venezuelano contra qualquer tipo de imposição externa.
Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estar disposto a dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em meio ao aumento das tensões entre os dois países após o deslocamento de tropas americanas para a região caribenha.
Em resposta, Maduro afirmou que "quem quiser conversar com a Venezuela, nós conversaremos, cara a cara, sem nenhum problema". O líder venezuelano já havia enviado, em setembro, uma carta a Trump convidando-o a buscar a paz por meio do diálogo e da compreensão em todo o hemisfério.
Em agosto, os Estados Unidos enviaram três navios com cerca de 4 mil soldados para águas próximas à Venezuela, sob o argumento de combate ao narcotráfico. Na semana passada, o USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, também chegou ao Caribe, intensificando o clima de tensão na região.
Diversas companhias aéreas suspendem voos para a Venezuela
A situação levou a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) a emitir um alerta sobre o "potencial perigo" de sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. Em decorrência, empresas como Avianca e Iberia suspenderam temporariamente seus voos para o país, e, segundo relatos da imprensa, diversas rotas para a Venezuela deixaram de ser oferecidas.