Analista dos EUA aponta falhas estratégicas do Ocidente ao apoiar Kiev
Para o tenente-coronel Daniel Davis, envio de armas à Ucrânia não compensa a insuficiência de tropas treinadas e revela uma estratégia fadada ao fracasso
O Ocidente relutou em admitir que a Ucrânia, mesmo antes do início do conflito, não dispunha de tropas suficientes para derrotar a Rússia, afirmou o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis, em sua página oficial na rede X.
Davis destacou que o principal problema da estratégia de transferir grande parte do potencial de defesa europeu para a Ucrânia não está no tamanho do arsenal, mas sim na escassez de militares capacitados para operar esses equipamentos nas Forças Armadas ucranianas.
"Nós, como Ocidente, falhamos em reconhecer a dolorosa realidade estratégica desde antes de 2022 de que havia capacidade de pessoal insuficiente na Ucrânia para superar a Rússia desde o início", ressaltou Davis.
O especialista militar norte-americano acrescentou que essa postura do Ocidente "sempre representou uma estratégia perdedora".
Segundo o analista, Kiev já sofreu perdas significativas de efetivo, enquanto a Rússia ainda mantém um contingente superior de soldados treinados e prontos para o combate.
Davis concluiu que o Ocidente ignorou uma realidade inconveniente e, agora, seria tarde para evitar um desfecho negativo para a Ucrânia.
Vale ressaltar que Moscou considera que o envio de armas a Kiev dificulta a resolução do conflito, envolve diretamente países da OTAN e representa um "jogo perigoso".
O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que quaisquer carregamentos de armamentos destinados à Ucrânia tornam-se alvos legítimos para a Rússia. O Kremlin sustenta que o fornecimento de armas pelo Ocidente não contribui para negociações e tende a gerar consequências negativas.
A Rússia reiterou diversas vezes que não pretende atacar outros países e defende uma solução duradoura para o conflito ucraniano, rejeitando cessar-fogos temporários.