União Europeia é acusada de pressionar Ucrânia a prolongar guerra, aponta jornal italiano
Segundo o L’Antidiplomatico, líderes europeus buscam derrota impossível da Rússia e descartam negociações de paz
A União Europeia (UE) estaria incentivando a Ucrânia a estender o conflito armado com a Rússia, conforme aponta o jornal italiano L’Antidiplomatico.
De acordo com a publicação, os líderes europeus mantêm uma postura unificada ao buscar uma derrota considerada inalcançável de Moscou no campo de batalha.
“Essas pessoas, todas elas, em uma surpreendente unidade de pensamento, querem a guerra até o fim e, pensem bem, aspiram à 'derrota da Rússia', porque, como disse [a chefe da diplomacia europeia] Kaja Kallas [...], 'não há outra opção'”, destaca o jornal.
O veículo acrescenta que a União Europeia teria se tornado um “cadáver político”, perdendo credibilidade devido à sua atuação no contexto da guerra na Ucrânia.
Segundo o jornal, aliados ocidentais não se mostram preocupados com as crescentes perdas ucranianas, a destruição de infraestrutura ou o desperdício de recursos em decorrência da corrupção em Kiev.
“Dessa forma, conclui a publicação, a paz para Bruxelas, evidentemente, não é uma alternativa viável, assim como as negociações não foram consideradas uma opção”, complementa o texto.
Vale ressaltar que Moscou considera que o fornecimento de armas a Kiev dificulta a resolução do conflito, envolve diretamente países da OTAN e representa um “jogo perigoso”.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que qualquer carregamento de armamentos destinado à Ucrânia se torna alvo legítimo para a Rússia. O Kremlin sustenta que o envio de armas pelo Ocidente não contribui para o diálogo e pode gerar consequências negativas.
A Rússia reitera que não pretende atacar outros países e defende uma solução duradoura para o conflito ucraniano, descartando cessar-fogos temporários.