Suspeito de integrar o PCC e condenado por roubo ao Banco Central morre em confronto com a PM em Goiás
José Almeida Santana, conhecido como Pedro Bó, foi baleado após reagir a abordagem policial em Anápolis; ele participou do maior assalto da história do Banco Central e era investigado por tráfico internacional de drogas.
José Almeida Santana, conhecido como Pedro Bó e suspeito de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), morreu neste sábado, 22, após uma troca de tiros com policiais militares em Anápolis, Goiás. Ele foi um dos participantes do maior assalto da história do Banco Central.
De acordo com a Polícia Militar, o confronto aconteceu no estacionamento de um supermercado. Durante a abordagem, os agentes notaram um volume suspeito na cintura do homem de 52 anos.
Segundo a corporação, Pedro Bó reagiu à abordagem e disparou contra os policiais, que revidaram. Ele foi atingido, recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Materiais apreendidos durante a ação foram encaminhados à autoridade policial, que dará continuidade às investigações.
Quem era Pedro Bó
José Almeida Santana era suspeito de integrar o PCC e fazia parte de uma quadrilha especializada em roubos a bancos no modelo conhecido como "Novo Cangaço", que utiliza explosivos e armamento pesado para assaltar agências em cidades do interior.
Ele também era investigado por envolvimento em uma rede de tráfico internacional de drogas com destino à Europa e à África Ocidental. Segundo a polícia goiana, Pedro Bó era apontado como responsável por diversos roubos a carros-fortes e bancos em diferentes Estados.
Pedro Bó foi condenado por participação direta no assalto ao Banco Central, em Fortaleza, em 2005. No crime, ao menos 14 réus foram sentenciados. Ele teria ajudado a escavar um túnel de cerca de 80 metros para acessar o cofre e levar aproximadamente R$ 165 milhões, no que ficou registrado como o maior furto da história do Brasil.