UE vê 'progresso' em conversas de paz na Ucrânia enquanto amplia pressão sobre Moscou
Comissão Europeia destaca avanços nas negociações, mas ressalta urgência em medidas para responsabilizar a Rússia e garantir reparações à Ucrânia
A Comissão Europeia reforçou nesta segunda-feira, 24, a necessidade de avanços concretos nas negociações de paz para a Ucrânia. A porta-voz-chefe Paula Pinho afirmou que ainda há "muito trabalho" a ser realizado antes de um acordo definitivo, embora as conversas recentes tenham representado "progresso construtivo". Segundo Pinho, nesta terça-feira, 25, está prevista uma nova reunião da Coalizão dos Dispostos, grupo de países que apoia Kiev e busca intensificar a pressão internacional sobre Moscou.
Pinho enfatizou que "é fundamental que o agressor, a Rússia, pague pela destruição que vem causando" e destacou a urgência em torno do empréstimo de reparações: "O trabalho continua do nosso lado, e isso está se tornando mais urgente".
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, declarou no X que as discussões em Genebra com representantes dos EUA foram "construtivas e úteis". Ele acrescentou que o objetivo é criar condições para uma paz que "respeite a soberania da Ucrânia".
De acordo com a BBC, o governo alemão avalia "muito positivamente" o avanço das negociações, enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também reconheceu o progresso, apesar de "algumas questões pendentes" que ainda precisam ser resolvidas nas próximas semanas.
No Telegram, o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, destacou a ampla coordenação com parceiros europeus.
Zelenski afirmou que a Ucrânia está atuando "da maneira mais construtiva possível" e ressaltou que cada passo deve ser "cuidadosamente ponderado" para garantir uma paz duradoura, com sólidas garantias de segurança.