Conflito Institucional: FUNAI detalha impasses com ex-prefeito sobre parque aquático em terra indígena demarcada
O coordenador da FUNAI, Cícero Albuquerque, detalhou o embate institucional com o ex-prefeito Júlio César em relação à construção de um parque aquático dentro da área indígena demarcada.
Segundo Albuquerque, ao receber a denúncia, ele tentou inicialmente um diálogo informal, enviando uma mensagem ao então prefeito, que "visualizou [e] não respondeu". O problema se agravou quando o município comprou e doou uma área dentro do território indígena, um ato classificado pela FUNAI como "completamente irregular".
Após audiências com o Ministério Público e a Defensoria Pública da União, foi pactuado que as obras do parque seriam paralisadas. No entanto, "mais de um ano depois", a FUNAI descobriu que o parque continuava sendo construído, evidenciado pela instalação de um tobogã.
Diante da continuidade da obra em uma área onde, legalmente, "não pode ser construído o parque aquático naquele local", a FUNAI recorreu à justiça, que determinou a paralisação. O IBAMA, por se tratar de terra da União, também interviu e paralisou a obra.
Apesar do ex-prefeito ter conversado com ministros e com a própria Ministra Sônia Guajajara em Brasília, onde foi informado que o processo de homologação continuaria, ele "não voltou dizendo ao povo de Palmeira dos Índios que ele esteve com a FUNAI em Brasília".