Bolsas europeias recuam em meio a tensões geopolíticas e cautela nos EUA
Ataques russos à Ucrânia e incertezas sobre política monetária americana pressionam mercados europeus nesta terça-feira
As bolsas europeias operam, em sua maioria, em queda nesta terça-feira (25), refletindo o aumento das tensões geopolíticas e a perda de fôlego dos futuros de Wall Street. Apesar dos esforços diplomáticos, a Rússia realizou um novo ataque contra Kiev, evidenciando os desafios para um acordo de paz na Ucrânia.
Investidores também monitoram indicadores econômicos dos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas em relação a possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve em dezembro.
No cenário corporativo, a Beazley, seguradora britânica, lidera as perdas no FTSE 100, em Londres, enquanto a Bayer passa por ajuste após forte alta registrada ontem em Frankfurt.
Por volta das 7h36 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,01%, aos 562,39 pontos. No mesmo horário, a Bolsa de Londres estava estável, Paris caía 0,10% e Frankfurt tinha baixa de 0,24%. Milão e Madri registravam perdas de 0,45% e 0,13%, respectivamente, enquanto Lisboa apresentava variação negativa de 0,07%.
A Bayer recuava 2,1%, após ter subido 11% no pregão anterior, impulsionada por resultados positivos do medicamento asundexian, voltado à redução do risco de AVC. Em meio à escalada das tensões, a Rheinmetall avançava 1,9% em Frankfurt.
O FTSE-100, de Londres, alternava entre leves altas e baixas, com investidores à espera dos planos orçamentários do governo britânico. Segundo o jornal The Guardian, o Gabinete de Responsabilidade Orçamentária (OBR, na sigla em inglês) teria revisado para baixo as previsões de crescimento do Reino Unido até 2030-31, antes da divulgação do orçamento. O Goldman Sachs projeta que o governo eliminará os custos de algumas políticas ambientais e sociais das contas de energia das famílias, congelará o imposto sobre combustíveis e eliminará o teto do benefício infantil, com impacto fiscal estimado em £8 bilhões e consolidação bruta de cerca de £33 bilhões (1% do PIB).
Em Madri, as ações da Natac subiam 6,3%, após a L Catterton, braço de private equity da LVMH, a PAI Partners e a Eurazeo avançarem para a segunda fase do processo de aquisição da empresa espanhola especializada em suplementos alimentares e ingredientes naturais, segundo fontes do jornal Expansión.
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