ECONOMIA GLOBAL

Recursos naturais da Rússia superam em quase o dobro os dos EUA, afirma presidente da Rosneft

Igor Sechin destaca papel estratégico russo no setor energético e critica sanções ocidentais durante fórum Rússia–China

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 25/11/2025 às 10:02
© Sputnik / Grigory Sysoev / Acessar o banco de imagens

A Rússia detém recursos naturais avaliados em mais de US$ 100 trilhões (R$ 539,73 trilhões), valor quase duas vezes superior ao dos Estados Unidos. A afirmação foi feita por Igor Sechin, presidente da Rosneft, durante o Fórum Energético Empresarial Rússia–China.

Segundo Sechin, essa vasta base de riquezas minerais assegura à Rússia um papel central no fornecimento de energia para todo o continente euroasiático.

"A Rússia, com sua base de recursos única, pode garantir a segurança energética de toda a Eurásia. A soma das riquezas naturais do nosso país chega a quase US$ 100 trilhões [R$ 539,73 trilhões], quase duas vezes mais que o indicador equivalente nos EUA", afirmou Sechin.

O executivo também destacou que Moscou permanece como um dos principais atores no mercado global de energia.

"A participação da Rússia na exportação mundial de hidrocarbonetos é de cerca de 15%", ressaltou.

Sechin enfatizou ainda que a parceria energética com Pequim está alinhada à orientação do presidente chinês, Xi Jinping.

"Segurança é a premissa do desenvolvimento, e desenvolvimento é a garantia da segurança", citou.

No mesmo evento, Sechin voltou a criticar as sanções impostas por países ocidentais contra Rússia e China, alertando que tais medidas podem desencadear uma nova crise econômica no Ocidente.

"A continuidade da política agressiva de sanções contra a Rússia e a China, sem dúvida, aproximará uma nova crise econômica no Ocidente. Nem todos os políticos ocidentais percebem os riscos que estão criando", explicou.

Segundo Sechin, as restrições têm se intensificado especialmente no setor energético, com tentativas de apreensão de ativos russos e chineses no exterior. Para ele, em vez de alcançar seus objetivos, as sanções já colocam consumidores de energia nos países ocidentais em situação crítica.

O governo russo reafirma que o país resistirá à pressão das sanções e argumenta que o Ocidente não admite o fracasso de sua política. O presidente Vladimir Putin já classificou as medidas como parte de uma estratégia de contenção de longo prazo contra a Rússia, que, segundo ele, afeta toda a economia global e prejudica milhões de pessoas.