Investimento Direto no País supera expectativas e soma US$ 10,94 bilhões em outubro
Entrada de capital estrangeiro ficou acima das projeções do mercado e alcançou US$ 80 bilhões em 12 meses, segundo Banco Central
A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) atingiu US$ 10,937 bilhões em outubro, segundo informou o Banco Central nesta terça-feira, 25. O resultado superou o teto das projeções do mercado, que apontava para uma entrada de até US$ 8 bilhões. A mediana das estimativas era de US$ 6,10 bilhões, enquanto o piso projetado era de US$ 3,60 bilhões.
No acumulado de 2025, a entrada líquida de IDP soma US$ 74,257 bilhões. Considerando os últimos 12 meses, o montante chega a US$ 80,081 bilhões, o que representa 3,63% do Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com o Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro, o Banco Central projeta uma entrada líquida de US$ 70 bilhões em IDP para 2025, equivalente a 3,1% do PIB.
Investimento estrangeiro em ações e fundos
O investimento estrangeiro em ações brasileiras foi positivo em US$ 598 milhões em outubro. No mesmo mês de 2024, o saldo havia sido de US$ 395 milhões.
O investimento líquido em fundos de investimento no Brasil também foi positivo no mês passado, somando US$ 163 milhões — em outubro de 2024, o resultado havia sido de US$ 286 milhões.
Em relação aos títulos de renda fixa negociados no País, o saldo de investimento estrangeiro foi positivo em US$ 2,452 bilhões em outubro, frente a US$ 1,137 bilhão no mesmo mês do ano anterior.
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o investimento em ações brasileiras está negativo em US$ 2,015 bilhões, enquanto o investimento em fundos registra saldo negativo de US$ 566 milhões. Já os títulos negociados no mercado doméstico apresentam saldo positivo de US$ 16,710 bilhões.
Taxa de rolagem de empréstimos
A taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazo captados no exterior ficou em 83% em outubro, segundo o Banco Central. No mesmo mês de 2024, a taxa havia sido de 75%.
Quando a taxa fica abaixo de 100%, significa que as empresas não conseguiram captar recursos suficientes para renovar todos os compromissos no período.
A taxa de rolagem dos títulos de longo prazo foi de 98% em outubro, ante 71% no mesmo mês de 2024. Já a taxa dos empréstimos diretos chegou a 68%, contra 75% no mesmo período de comparação.
No acumulado de janeiro a outubro, a taxa de rolagem está em 90%, frente a 106% no mesmo intervalo do ano passado.