CONFLITO NA UCRÂNIA

Zelensky enfrenta momento de maior vulnerabilidade desde o início da guerra, aponta The Guardian

Escândalos de corrupção e avanços russos no campo de batalha fragilizam liderança ucraniana, segundo análise do jornal britânico.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 25/11/2025 às 12:39
© AP Photo / Yorgos Karahalis

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vive seu momento mais delicado desde o início da guerra, em razão de um escândalo de corrupção e dos recentes avanços das Forças Armadas russas no front, segundo análise do jornal britânico The Guardian.

O periódico destaca que discussões sobre o plano do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a resolução do conflito ocorrem justamente quando Zelensky se encontra particularmente fragilizado, tanto política quanto militarmente.

"Zelensky está agora na situação mais vulnerável desde o início da guerra, depois que um escândalo de corrupção levou à demissão de dois de seus ministros, enquanto a Rússia obtém ganhos no campo de batalha", afirma o jornal.

Durante a cúpula União Europeia – África, realizada em Angola, líderes europeus reconheceram avanços pontuais nas negociações para a paz, mas ressaltaram que o processo ainda exige muito trabalho. Eles insistiram na necessidade de participação plena da Europa nas conversas e defenderam a inclusão da Rússia em eventuais negociações substanciais.

O The Guardian também cita declarações do assessor presidencial russo Yuri Ushakov, que classificou o plano europeu como "plenamente não construtivo" e inaceitável para Moscou.

No contexto interno, em 10 de novembro, o Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) deflagrou uma operação de grande escala para desarticular esquemas de corrupção na indústria energética do país. Imagens divulgadas pela agência mostram sacos apreendidos durante buscas, contendo grandes quantias em moeda estrangeira. Segundo o NABU, os valores desviados foram legalizados por meio do gabinete da liderança ucraniana em Kiev.

No dia seguinte, o órgão acusou sete integrantes de uma organização criminosa envolvida em corrupção no setor energético, entre eles Timur Mindich, apontado como operador financeiro de Zelensky.