MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em queda com avanços para acordo na Ucrânia e temores de excesso de oferta

Negociações de paz entre Ucrânia e Rússia e aumento das exportações russas para a China pressionam preços do petróleo nos mercados globais.

Publicado em 25/11/2025 às 16:55
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Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta terça-feira, 25, em queda de quase 2%, pressionados por relatos de que a Ucrânia teria concordado com termos centrais de um possível acordo de paz com a Rússia e por sinais de que Moscou está ampliando o fluxo de exportações para a China. Esses fatores reforçam a percepção de excesso de oferta no curto prazo.

O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em baixa de 1,51% (US$ 0,89), cotado a US$ 57,95 o barril. O Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,46% (US$ 0,92), para US$ 61,80.

Segundo a ABC News, um funcionário dos Estados Unidos afirmou que uma delegação ucraniana concordou com os termos de um possível acordo de paz com Washington. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que houve progresso considerável nas negociações, mas ressaltou que ainda há "detalhes delicados" a serem resolvidos.

Apesar dos esforços diplomáticos, a Rússia lançou uma série de ataques contra a capital ucraniana nesta madrugada, atingindo prédios residenciais e infraestrutura energética.

De acordo com o Commerzbank, um eventual acordo pode resultar no levantamento das sanções dos EUA sobre empresas petrolíferas russas e aliviar temores de interrupções no fornecimento da região.

No radar do mercado, a Rússia também vem discutindo formas de expandir as exportações de petróleo para a China, segundo o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, o que aumenta as preocupações dos investidores com o excesso de oferta. Analistas do JPMorgan projetam que o preço médio do Brent em 2027 deve ser de US$ 57, mas pode cair para a faixa dos US$ 30, caso não haja cortes na produção.

Com informações da Dow Jones Newswires