DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Trump confirma reunião de enviado especial com Putin na próxima semana

Ex-presidente dos EUA reforça avanços em plano de paz e diz que só participará pessoalmente das negociações quando acordo estiver perto de ser fechado

Por Sputinik Brasil Publicado em 25/11/2025 às 21:21
© telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Donald Trump confirmou nesta terça-feira (25) que seu enviado especial, Steve Witkoff, irá a Moscou na próxima semana para uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin.

O anúncio ocorre após Trump afirmar que há "progresso tremendo" no plano de paz entre Rússia e Ucrânia. O ex-presidente dos Estados Unidos destacou que só irá participar pessoalmente das negociações quando o acordo estiver finalizado ou prestes a ser concluído.

Trump ressaltou ainda que não há um prazo definido para a conclusão do acordo de paz sobre a Ucrânia, mas garantiu avanços nas conversas com Moscou e Kiev.

No início deste mês, Trump havia indicado que o governo norte-americano considerava o dia 27 de novembro, data do Dia de Ação de Graças, como um prazo adequado para que Kiev aceitasse o plano de paz proposto pelos EUA para encerrar o conflito com a Rússia.

Em declarações à imprensa, a caminho da Flórida, Trump afirmou: "O prazo para mim é quando tudo isso acabar", reforçando que o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, precisa concluir um acordo de paz antes de visitar os Estados Unidos.

No último fim de semana, autoridades dos EUA e da Ucrânia se reuniram em Genebra para discutir o plano americano para resolver o conflito, originalmente composto por 28 pontos. Segundo a imprensa dos EUA, Zelensky deseja se encontrar "o quanto antes" com Trump para debater e finalizar o documento.

De acordo com o Axios, o plano de paz dos EUA foi reduzido de 28 para 19 pontos após as negociações na Suíça. Nos últimos dias, o secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, também se reuniu com autoridades russas em Abu Dhabi para tratar da nova proposta.

O presidente russo Vladimir Putin declarou, na semana passada, que o novo plano apresentado por Trump pode servir de base para uma solução definitiva do conflito na Ucrânia.