GESTÃO PÚBLICA

Ceron afirma que crise dos Correios exige solução estrutural, não apenas fiscal

Secretário do Tesouro Nacional destaca necessidade de reestruturação dos Correios e reforça que eventuais aportes devem garantir autonomia financeira da estatal

Publicado em 26/11/2025 às 09:29
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron Reprodução

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (26), em entrevista à GloboNews, que a crise enfrentada pelos Correios não se resume a uma questão fiscal, mas sim estrutural e de longo prazo. Apesar do impacto no resultado primário do governo, Ceron ressaltou que o foco deve ser a sustentabilidade da estatal.

"Isso aqui não tem nada a ver com política fiscal ou não, seja com empréstimo, seja com aporte, vai dar resultado primário para o governo. O relatório bimestral de Receitas e Despesas mostrou exatamente isso, teremos um impacto de quase R$ 3 bilhões por conta disso", pontuou o secretário, enfatizando a importância de os Correios alcançarem independência financeira.

Ceron explicou ainda que qualquer aval para atuação do Tesouro Nacional diante da crise passará por uma análise técnica rigorosa e só será considerado após a apresentação de um plano de reestruturação consistente pela empresa. "O primeiro passo é que eles tenham, de fato, um plano de reestruturação consistente. Isso é a premissa de qualquer diálogo sobre esse assunto", afirmou.

Após a conclusão desse plano, o secretário destacou que o segundo passo será discutir uma eventual operação de crédito ou aporte, que poderá ser realizado tanto pela União quanto por um banco privado, sempre com o objetivo de garantir a sustentabilidade da estatal.

Por fim, Ceron frisou que a intenção não é criar uma "mesada" para os Correios, mas assegurar que, após o aporte ou operação de crédito, a empresa seja capaz de aumentar suas receitas, tornar-se mais competitiva e manter-se autossustentável no futuro.