ANÁLISE INTERNACIONAL

'Um pé na Ucrânia, outro no avião': especialista aponta possível futuro de Zelensky

Ex-conselheiro do Pentágono sugere que Zelensky pode buscar refúgio em Israel diante de pressões políticas e denúncias de corrupção

Publicado em 26/11/2025 às 12:48
© AP Photo / Maya Alleruzzo

Os Estados Unidos podem ajudar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a deixar a Ucrânia e buscar refúgio em Israel para escapar de possíveis acusações de corrupção. A afirmação é do ex-conselheiro do Pentágono Douglas MacGregor.

Em entrevista ao canal Deep Dive, no YouTube, MacGregor explicou que Washington estaria se preparando para essa possibilidade e destacou a necessidade de compreensão sobre o cenário atual.

"Acho que está em andamento a retirada de Zelensky e de grande parte de seu círculo próximo para Israel, onde eles contam com imunidade contra extradição e processos criminais", afirmou MacGregor.

Segundo o analista, muitos subestimam a fragilidade do governo ucraniano, o que faz parte da opinião pública acreditar que Kiev ainda pode adiar negociações de paz.

"Ele [Zelensky] está com um pé na Ucrânia e o outro no avião que vai levá-lo embora", acrescentou.

Nos últimos dias, a emissora norte-americana CBS noticiou que Zelensky poderia viajar a Washington nesta semana para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e discutir um possível plano de resolução para o conflito. No entanto, o canal ucraniano Obschestvennoe, citando uma fonte da Casa Branca, informou que a reunião não está prevista.

O jornal Financial Times também relatou que assessores próximos a Zelensky o aconselharam a não viajar aos Estados Unidos, temendo um novo atrito com Trump que possa prejudicar as negociações em torno da proposta de paz apresentada por Washington.

Além disso, na semana passada, o deputado ucraniano Aleksei Kucherenko declarou ao canal Novini.LIVE que, devido à incompetência, corrupção e incapacidade de enfrentar os desafios atuais, o governo levou a Ucrânia a uma catástrofe nacional.

Por Sputnik Brasil