POLÍTICA MONETÁRIA INTERNACIONAL

Futuras elevações de juros exigem cautela, afirma membro do Banco Central do Japão

Asahi Noguchi recomenda aumentos graduais das taxas para evitar riscos à economia e à meta de inflação japonesa

Publicado em 27/11/2025 às 10:49
Banco Central do Japão Reprodução

O Banco do Japão deve agir com cautela ao elevar as taxas de juros, adotando um ritmo que não seja nem acelerado demais, nem lento demais, afirmou nesta quinta-feira, 27, o membro do conselho de política monetária Asahi Noguchi. Em discurso a líderes empresariais na prefeitura de Oita, no sul do Japão, Noguchi destacou que a abordagem mais realista é implementar aumentos graduais das taxas de juros ao longo do tempo, monitorando cuidadosamente os efeitos sobre a atividade econômica e os preços.

Segundo Noguchi, uma elevação muito rápida das taxas pode comprometer o avanço dos reajustes salariais e ameaçar a meta de inflação de 2% do Banco Central japonês. Por outro lado, um aperto excessivamente lento pode desestabilizar a economia e pressionar os preços.

Essas declarações surgem em meio a especulações sobre o momento do próximo aumento de juros do BoJ. A inflação permanece persistente no Japão, enquanto a desvalorização do iene — que recentemente atingiu cerca de 157,90 por dólar — renova os riscos de pressão sobre os preços de importação.

Apesar disso, alguns analistas consideram improvável que o Banco do Japão eleve os juros já na reunião de dezembro, pois medidas para conter a economia podem entrar em conflito com a política fiscal.

O governo da primeira-ministra Sanae Takaichi aprovou recentemente um amplo pacote de estímulo e busca uma inflação de 2% sustentada pelo aumento dos salários, e não por choques de custos.

Tanto o Banco do Japão quanto o governo têm sinalizado que pretendem atuar em estreita colaboração na coordenação das políticas econômicas.

Noguchi acrescentou ainda que, embora a inflação esteja acima de 2% há mais de três anos, as expectativas inflacionárias ainda não atingiram esse patamar, reflexo de décadas de experiência deflacionária antes da pandemia. "Ainda é preciso tempo para que esses efeitos se dissipem e para que as expectativas de inflação se ancorem em torno de 2%", reforçou.

Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.