SEGURANÇA NOS EUA

Tiroteio em Washington é tratado como terrorismo pelo FBI

Ataque contra soldados da Guarda Nacional próximo à Casa Branca levanta alerta sobre programa migratório que acolheu afegãos após retomada do Taleban

Publicado em 27/11/2025 às 12:51
Ilustração IA

O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou nesta quinta-feira, 27, que o tiroteio que feriu dois soldados da Guarda Nacional em Washington está sendo investigado como um ato de terrorismo. “Trata-se de uma investigação em curso por terrorismo”, declarou Patel durante coletiva de imprensa.

De acordo com autoridades locais, o suspeito, de 29 anos, foi detido e teria agido sozinho. O ataque ocorreu a poucos quarteirões da Casa Branca, na véspera do Dia de Ação de Graças.

Segundo Jeffery Carroll, chefe assistente executivo do Departamento de Polícia Metropolitana de Washington, o atirador surgiu de uma esquina, ergueu a arma e disparou contra os membros da Guarda Nacional. O suspeito também foi baleado, mas ainda não está claro quem efetuou o disparo que o atingiu.

Atirador entrou nos EUA por programa migratório

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, informou que o suspeito entrou no país em setembro de 2021 por meio do programa Operação Aliados Bem-Vindos.

O programa migratório foi criado durante o governo Biden após a retomada do poder pelo Taleban no Afeganistão, em agosto de 2021. Ele permitiu a entrada de cidadãos afegãos nos Estados Unidos, com concessão de permanência temporária de dois anos, mas sem garantia de status imigratório permanente.

Os afegãos incluídos no programa passaram por inspeções e foram alojados em bases militares americanas antes de serem integrados à sociedade.

Objetivo do programa

Lançado pelo governo Biden, o programa buscava proteger afegãos que colaboraram com tropas americanas e com o esforço de reconstrução civil no Afeganistão, evitando que fossem vítimas de retaliação do Taleban.

O governo dos EUA afirmou que o processo envolveu rigorosas verificações de antecedentes e segurança. Estimativas do Serviço de Pesquisa do Congresso indicam que cerca de 77 mil afegãos entraram no país sob a iniciativa, vigente por cerca de um ano.

A Operação Aliados Bem-Vindos foi alvo de críticas de parlamentares republicanos, que questionaram os métodos de checagem de antecedentes.

Uma auditoria do Inspetor Geral do Departamento de Segurança Interna identificou falhas no programa, incluindo imprecisões em alguns registros de participantes.