MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em leve alta com Opep+ e negociações Rússia-Ucrânia no radar

Com baixa liquidez devido ao feriado nos EUA, preços do petróleo registram pouca variação enquanto investidores monitoram decisões da Opep+ e avanços diplomáticos entre Rússia e Ucrânia

Publicado em 27/11/2025 às 15:43
Petróleo fecha em leve alta com Opep+ e negociações Rússia-Ucrânia no radar Reprodução / internet

O petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira, 27, com leve alta, influenciado por expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) mantenha a produção estável no primeiro trimestre de 2026. O mercado também acompanha de perto possíveis avanços em um acordo que pode encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Por volta das 15h (horário de Brasília), o petróleo WTI para janeiro registrava alta de 0,80% (US$ 0,47), cotado a US$ 59,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 0,52% (US$ 0,33), fechando a US$ 62,87 o barril.

Em um dia de liquidez reduzida devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, os preços do petróleo oscilaram pouco, mas ganharam fôlego na reta final da sessão.

A movimentação ocorreu enquanto o mercado assimilava informações de que a Opep+, em reunião marcada para o próximo domingo, tende a não alterar sua política de produção para o início de 2026, em meio a preocupações com uma possível sobreoferta da commodity.

Paralelamente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou estar disposto a receber representantes dos Estados Unidos para discutir um acordo de paz com a Ucrânia, mas ressaltou que ainda não existe uma versão "final" do plano. Segundo Antonio Di Giacomo, analista da XS.com, a recente estabilização dos preços do petróleo é vista como temporária, com tendência de queda no curto e médio prazos, impulsionada por "estoques elevados nos EUA, sinais de excesso de oferta, produção estável da Opep+ e avanços diplomáticos entre Rússia e Ucrânia".

No cenário corporativo, o bilionário e coproprietário do Los Angeles Dodgers, Todd Boehly, apresentou uma proposta para adquirir os ativos internacionais da Lukoil, empresa russa de energia impactada por sanções dos Estados Unidos.

Com informações de Dow Jones Newswires