Ucrânia obtém novo empréstimo do FMI, mas pressiona UE pelo uso de ativos russos na guerra
Acordo preliminar libera US$ 8,1 bilhões para Kiev, enquanto governo ucraniano pede liberação de fundos russos congelados para financiar defesa e reconstrução
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades ucranianas firmaram um acordo preliminar nesta quarta-feira (12) para um novo pacote de US$ 8,1 bilhões, distribuídos ao longo de 48 meses, por meio do Mecanismo de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla em inglês).
Segundo comunicado divulgado pelo FMI, a instituição reitera o compromisso de apoiar a Ucrânia e afirma que o novo programa será encaminhado ao Conselho Executivo para aprovação após o cumprimento das ações prévias. "O FMI acolhe todos os esforços para garantir uma paz duradoura, e o programa será ajustado conforme necessário a cada revisão, de acordo com o avanço rumo à resolução do conflito", destaca a nota.
Apesar do novo empréstimo, o governo ucraniano pressiona a União Europeia (UE) para aprovar o uso de ativos russos congelados, com o objetivo de apoiar cerca de 140 bilhões de euros em empréstimos destinados a Kiev. "É fundamental para nós obtermos um resultado positivo quanto ao empréstimo de reparação, ou seja, a utilização efetiva dos ativos russos congelados", declarou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, a jornalistas, segundo a agência Reuters.
Paralelamente, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, informou nesta quinta-feira (13) que delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos se reunirão esta semana, em Genebra, para avançar nas negociações por garantias de segurança e pela busca de paz, também conforme a Reuters.