‘Crise profunda’: Rússia acusa União Europeia de se preparar para confronto direto
Vice-chanceler russo afirma que UE e OTAN estariam mobilizando recursos civis e militares para possível conflito armado com Moscou
O vice-chanceler russo, Aleksandr Grushkó, declarou nesta segunda-feira (data não informada) que as relações entre a Rússia e os países europeus atravessam uma "crise profunda". Segundo o diplomata, a União Europeia, em conjunto com a OTAN, estaria se preparando para uma ofensiva direta contra Moscou.
"A principal diretriz da política de desenvolvimento militar da OTAN e da União Europeia, que hoje está subordinada a ela, é preparar a economia, a infraestrutura, a logística, a sociedade e as forças armadas para um confronto armado direto com a Rússia", afirmou Grushkó.
Ele acrescentou que a suposta demonização da Rússia tem como objetivo convencer a opinião pública europeia de que um cenário de guerra seria inevitável caso Moscou não seja derrotada na Ucrânia. "Todos os dias, políticos discutem esse tema. Circulam diferentes datas: 2027, 2028, 2029. Projetos grandiosos estão sendo colocados em prática, como trincheiras antitanque, cercas de arame farpado e reforço de fronteiras", completou o vice-chanceler.
As declarações de Grushkó reforçam o clima de tensão entre Moscou e o Ocidente, em meio ao prolongamento do conflito na Ucrânia.