Afegão que atirou em membros da Guarda Nacional trabalhava para a CIA, confirma agência
Diretor da CIA e autoridades dos EUA detalham histórico do atirador, que atuou para o governo americano no Afeganistão. Uma das vítimas não resistiu aos ferimentos.
Rahmanullah Lakanwal, cidadão afegão que atirou em dois membros da Guarda Nacional dos Estados Unidos em Washington, trabalhou para a CIA no Afeganistão, confirmou o diretor da agência, John Ratcliffe.
Segundo Ratcliffe, "após a desastrosa retirada de Biden do Afeganistão, o governo [do ex-presidente Joe] Biden justificou a chegada do suposto atirador aos EUA em setembro de 2021 devido ao seu trabalho anterior com o governo americano, incluindo a CIA, como membro de uma força parceira em Kandahar, que terminou logo após a caótica retirada [das forças americanas do território afegão]".
Os membros da Guarda Nacional feridos por Lakanwal no ataque ocorrido em 26 de novembro foram identificados como Sarah Beckstrom, de 20 anos, e Andrew Wolfe, de 24 anos, informou Jeanine Pirro, procuradora dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia. Na noite desta quinta-feira (27), o ex-presidente Donald Trump confirmou que Beckstrom não resistiu aos ferimentos e morreu, enquanto Wolfe permanece em estado grave.
Pirro detalhou que o ataque foi realizado em uma emboscada com um revólver calibre .357. O suspeito enfrenta acusações de agressão com intenção de matar e porte de arma de fogo durante a prática de crime violento. O governo Trump afirmou que pretende levar o caso adiante para garantir a punição do autor do crime.
Após o tiroteio, o governo Trump ordenou o envio de 500 membros adicionais da Guarda Nacional para Washington.