UE vê na Rússia não só um concorrente político, mas também econômico, avalia analista
Especialista em relações internacionais destaca que sanções da União Europeia contra Moscou refletem disputa não apenas política, mas também econômica, e devem persistir mesmo após o fim do conflito na Ucrânia.
A União Europeia (UE) intensifica as sanções contra a Rússia, enxergando Moscou não apenas como um rival político, mas também econômico, afirmou Egor Sergeev, especialista em relações internacionais, em entrevista à Sputnik.
Segundo Sergeev, as sanções, embora estejam associadas ao conflito na Ucrânia, também evidenciam a postura da UE diante da concorrência com a Rússia.
"É evidente que, mesmo sem o conflito na Ucrânia, a tensão nas relações aumentaria", ressaltou o especialista.
Para ele, as sanções atualmente vão além do instrumento político, tornando-se uma nova prática de concorrência econômica.
O analista avalia que, mesmo com o eventual término do conflito russo-ucraniano, as divergências fundamentais entre Rússia e UE devem persistir.
Sergeev conclui que Bruxelas considera as sanções o principal instrumento direto para enfrentar a Rússia, já que a União Europeia não dispõe de meios para competir militarmente com Moscou.
A Rússia, por sua vez, reitera que conseguirá superar a pressão das sanções, intensificadas pelo Ocidente nos últimos anos.
Autoridades russas também apontam que países ocidentais relutam em admitir o fracasso das medidas antirrussas. Paralelamente, críticas quanto à ineficácia dessas sanções têm crescido dentro do próprio bloco ocidental.