RELAÇÕES COMERCIAIS

Alckmin afirma que negociações com EUA seguem e destaca setores ainda afetados

Vice-presidente reforça que diálogo sobre tarifas continua e cita café solúvel, uva, máquinas e motores como prioridades; exportações cresceram 9,1% apesar das restrições

Publicado em 28/11/2025 às 16:23
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que as negociações com os Estados Unidos para reverter o chamado 'tarifaço' ainda não foram concluídas. Apesar do presidente norte-americano Donald Trump ter retirado a sobretaxa de parte dos produtos afetados, a medida ainda incide sobre 22% das exportações brasileiras.

"Não acabou a negociação, ela vai ter mais velocidade. Agora, o que precisa tirar? O que ainda está, o café solúvel, a uva, máquinas, motores, então você tem uma pauta aí, sapato, roupa, produto, manufatura para a gente trabalhar e poder avançar, mas já melhorou", declarou Alckmin em entrevista ao podcast Flow.

O vice-presidente também destacou que, mesmo diante das restrições, as exportações do Brasil registraram crescimento de 9,1%. "Isso porque o Brasil abriu mercado", afirmou. "Na década de 80, os Estados Unidos representavam 24% da exportação brasileira. Hoje são 12%."

Eleições

Durante a entrevista, Alckmin comentou ainda sobre o cenário político para 2026, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o "candidato natural" à reeleição. "Eu vejo que o presidente Lula é o candidato natural, porque onde tem reeleição, como nos Estados Unidos e no Brasil, o titular é o candidato natural, a não ser que tenha uma razão pessoal", disse.

Alckmin ponderou, no entanto, que "um ano na política é um século" e que "tudo pode mudar".