Petróleo fecha em queda com incertezas sobre Ucrânia e expectativa por Opep+
Contratos futuros do petróleo acumulam perdas de quase 4% em novembro, em meio à volatilidade causada por negociações internacionais e à espera de decisão da Opep+ sobre oferta global.
Os contratos futuros do petróleo encerraram a sexta-feira, 28, em queda, ampliando as perdas mensais para quase 4%, enquanto o mercado aguarda a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para domingo, e acompanha atentamente os desdobramentos das negociações para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
A sessão foi marcada por menor liquidez, reflexo do feriado da última quinta-feira nos Estados Unidos, e também por uma paralisação técnica no CME Group, que afetou temporariamente as negociações do WTI e outras commodities.
O petróleo WTI para janeiro recuou 0,17% (US$ 0,10), fechando a US$ 58,55 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou o dia com baixa de 0,78% (US$ 0,49), a US$ 62,38 o barril. Na semana, o WTI acumulou alta de 0,84%, enquanto o Brent caiu 0,29%. No mês, as perdas foram de 3,99% e 3,83%, respectivamente.
Os preços iniciaram o dia em alta, impulsionados pela normalização das operações do CME Group após uma falha no sistema de refrigeração de um data center, que provocou a interrupção das negociações por algumas horas. No entanto, a volatilidade se intensificou ao longo do dia, e o movimento de espera pela decisão da Opep+ prevaleceu no fim da sessão.
Segundo delegados ouvidos pela Reuters, a expectativa é que o cartel mantenha sua política de produção inalterada no primeiro trimestre de 2026, decisão que deve ser confirmada na reunião de domingo.
Analistas do Barclays avaliam que o potencial de queda dos preços é limitado, mesmo diante de avanços diplomáticos entre Rússia e Ucrânia, já que não se espera um aumento significativo da oferta russa no curto prazo, devido ao desempenho abaixo das metas da Opep+ neste ano.
Com informações da Dow Jones Newswires