VIOLÊNCIA NOS EUA

Atirador de Washington era membro de unidade afegã ligada à CIA, diz imprensa

Suspeito de ataque à Guarda Nacional teria integrado força paramilitar conhecida como 'esquadrão da morte' no Afeganistão, segundo o The New York Times.

Por Sputinik Brasil Publicado em 28/11/2025 às 19:51
© AP Photo / Mark Schiefelbein

O suspeito de atacar dois membros da Guarda Nacional em Washington, capital dos Estados Unidos, integrava uma força paramilitar afegã conhecida como "Unidade Zero", que atuava em parceria com a CIA. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times nesta sexta-feira (28).

Segundo o veículo, essas unidades tinham fama de extrema brutalidade e, conforme grupos de direitos humanos, eram chamadas de ‘esquadrões da morte’.

O afegão identificado como Rahmanullah Lakanwal atirou contra a agente Sarah Beckstrom, de 20 anos, que morreu em decorrência do ataque, e contra Andrew Wolfe, que permanece hospitalizado. O atirador também ficou ferido durante o confronto.

De acordo com a publicação, as forças paramilitares afegãs foram acusadas de envolvimento em assassinatos generalizados de civis. Um amigo do suspeito relatou ao jornal que Lakanwal sofria de problemas de saúde mental e era dependente de drogas.

Integrantes das Unidades Zero estão entre os milhares de afegãos realocados nos Estados Unidos durante o governo do ex-presidente Joe Biden, após a retirada das tropas do Afeganistão em 2021, encerrando 20 anos de ocupação norte-americana no país asiático.

Após o ataque, o ex-presidente Donald Trump anunciou que promoverá uma investigação rigorosa sobre as pessoas provenientes do Afeganistão que chegaram ao país durante o mandato de Biden (2021-2025).

Trump também afirmou, por meio das redes sociais, que pretende "pausar permanentemente" a imigração de pessoas oriundas de países que classifica como "terceiro mundo", além de encerrar benefícios e subsídios para não-cidadãos americanos residentes nos EUA.

O ex-presidente acrescentou que irá "desnaturalizar imigrantes que minam a tranquilidade doméstica e deportar qualquer estrangeiro considerado um encargo público, risco à segurança ou incompatível com a Civilização Ocidental".