TRAGÉDIA EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO

Duas funcionárias do Cefet são mortas a tiros por colega no Rio de Janeiro

Professor e psicóloga foram assassinadas por servidor da instituição, que tirou a própria vida após o crime. Cefet decreta luto oficial de cinco dias.

Publicado em 28/11/2025 às 20:18
Arquivo/Agência Brasil

Duas servidoras do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um colega de trabalho dentro da instituição, na tarde desta sexta-feira (28).

A professora Allane de Souza Pedrotti Matos, formada no exterior, chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, na região central da cidade. Já a psicóloga Layse Costa Pinheiro foi socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo as autoridades, ambas foram atingidas por disparos na cabeça efetuados por João Antônio Miranda Tello Ramos, funcionário do Cefet.

De acordo com a Polícia Militar, após cometer o crime, o autor tirou a própria vida com um tiro na cabeça dentro da instituição. O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local por volta das 15h50, realizando o socorro das vítimas.

Em razão da tragédia, o Cefet decretou luto oficial de cinco dias. “A direção-geral do Cefet/RJ lamenta profundamente essa tragédia que chocou a comunidade acadêmica e decreta luto oficial por cinco dias na instituição a partir da próxima segunda-feira (1º)”, informou a instituição em nota.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) também manifestou pesar pelas mortes. “A violência, sobretudo em um ambiente dedicado à educação, fere não apenas as vítimas e seus familiares, mas toda a comunidade acadêmica. Reafirmamos que instituições de ensino devem ser espaços de paz, aprendizado, convivência, solidariedade e respeito. O IFRJ expressa sua irrestrita solidariedade aos servidores, estudantes, colegas e familiares da comunidade do Cefet-RJ. Que encontrem, neste momento tão doloroso, conforto, acolhimento e a certeza de que não estão sozinhos”, diz o comunicado.

O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.