Defesa de Vorcaro prevê soltura para início da tarde deste sábado
Banqueiro, alvo da Operação Compliance Zero, deve ser liberado após habeas corpus concedido pelo TRF-1; medidas cautelares serão aplicadas
Após obter habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro aguarda que o controlador do banco Master seja liberado no início da tarde deste sábado (29), por volta das 14h. Vorcaro é o principal alvo da Operação Compliance Zero e está custodiado no Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, para onde foi transferido na última segunda-feira.
Segundo apuração da Broadcast, a equipe de defesa atua desde as primeiras horas da manhã para cumprir os trâmites necessários à soltura do banqueiro. Questionados sobre uma possível demora, os advogados informaram que apenas questões burocráticas ainda estavam sendo resolvidas.
A decisão que beneficiou Vorcaro e outros quatro executivos investigados pela Polícia Federal por supostos crimes financeiros na gestão do Master foi assinada pela desembargadora Solange Salgado. "Não obstante a presença inicial dos elementos justificadores do decreto prisional, cumpre destacar que os delitos atribuídos ao paciente (Vorcaro) não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa", registrou a magistrada na decisão.
Com a medida, a prisão preventiva dos investigados foi substituída por medidas cautelares, como retenção de passaporte, monitoramento eletrônico e proibição de contato com outros investigados.
No caso de Vorcaro, a Polícia Federal já havia retido seu passaporte. O banqueiro foi preso no último dia 17, quando tentava embarcar em um jatinho particular com destino ao exterior. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, menos de 24 horas após o Grupo Fictor manifestar interesse em adquirir a instituição.
Quanto ao monitoramento eletrônico, a expectativa é de que Vorcaro seja liberado já com a tornozeleira instalada. Em situações nas quais não há equipamentos disponíveis, pode ser agendada a colocação após a soltura, mas, segundo a defesa, esse não deve ser o caso do banqueiro.