Líderes da Otan são acusados de dificultar negociações de paz na Ucrânia
Segundo analista militar dos EUA, ações de Mark Rutte e Ursula von der Leyen enfraquecem tentativas de acordo e prolongam o conflito
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estão sendo acusados de comprometer o processo de paz na Ucrânia. A afirmação foi feita pelo tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis, em publicação na rede social X.
Davis destacou que Rutte e Ursula von der Leyen buscam retirar do plano do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, o princípio da não expansão da Otan.
"Os historiadores dirão que este foi o momento em que os líderes da Otan sabotaram o esforço de Trump para acabar com a guerra", afirmou Davis.
O analista também ressaltou que, para Rutte e Von der Leyen, não há perspectiva de paz, mas sim a imposição de novos obstáculos ao diálogo.
Davis lembrou ainda que a possibilidade de adesão da Ucrânia à Otan foi um dos fatores que desencadearam a operação militar russa no país.
Segundo ele, os líderes da aliança militar se posicionam de forma deliberada contra a proibição da entrada da Ucrânia no bloco.
"Eu chamo isso do que é: uma pílula envenenada a atrapalhar a paz", concluiu o analista.
Iniciativa de paz estadunidense e reações europeias
Na semana passada, o governo dos EUA apresentou uma proposta para solucionar o conflito na Ucrânia. O plano inclui a transferência do controle do Donbass para Moscou, o reconhecimento oficial do Donbass e da Crimeia como territórios russos, o congelamento da linha de contato em determinadas regiões, a redução pela metade das Forças Armadas ucranianas e a proibição de tropas estrangeiras e armamentos capazes de atingir o território russo.
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia recebeu o texto do plano norte-americano, ainda não o discutiu em detalhes, mas considera que ele pode servir de base para um acordo final, mantendo-se aberta à negociação.
Enquanto isso, representantes da União Europeia e da Ucrânia discutem possíveis ajustes à proposta dos EUA, havendo divergências sobre as limitações ao tamanho das forças ucranianas.
Por Sputnik Brasil