Ritmo, rima e ocupação cultural marcam edição de novembro do Sextou no Centro
Hip-hop movimenta calçadão do comércio e destaca talentos locais em mais uma edição do projeto em Maceió
O Centro de Maceió foi palco de uma edição especial do Sextou no Centro, marcada pelo ritmo contagiante, pela poesia urbana e pela potência da cultura periférica. Pela primeira vez, o projeto promovido pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) abriu espaço para artistas do hip-hop maceioense, oferecendo ao público um espetáculo vibrante, repleto de autenticidade e valorização do talento local.
A noite teve início com a apresentação de Ninho do Rap, que transformou o palco em um verdadeiro ponto de encontro da cultura da periferia ao convidar outros artistas da cena para dividir o show. A proposta de apresentar novos nomes ao público reforçou o caráter formador do Sextou no Centro, que busca estimular descobertas, ampliar a visibilidade e fortalecer trajetórias artísticas que surgem nos bairros da capital alagoana.
Na sequência, o comando ficou por conta da Batalha PST. Com improvisos afiados, debates rimados e muita presença de palco, o grupo animou a plateia e mostrou por que é uma das batalhas mais tradicionais e queridas de Maceió. A participação intensa do público, que vibrou a cada verso, transformou a noite em um grande encontro coletivo de criatividade e expressão.
O encerramento foi conduzido por Boby CH, que trouxe sua musicalidade, energia e estilo marcante para fechar a edição com chave de ouro, consolidando a entrega do hip-hop em uma noite histórica para o Centro de Maceió.

Para o presidente da FMAC, Myriel Neto, a edição de novembro representa um avanço necessário e simbólico. “Levar o hip-hop para o Sextou no Centro é reconhecer a força dessa cena na formação cultural da cidade. Nosso compromisso é garantir que, cada vez mais, artistas de diferentes segmentos ocupem o Centro, vivam o espaço e se conectem com o público”, destacou.
Com mais uma edição bem-sucedida, o Sextou no Centro segue fortalecendo o movimento cultural de Maceió e ampliando o diálogo entre artistas e população, consolidando o Centro como um espaço vivo e pulsante da capital alagoana.